Diário de Bordo  

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17-10-1458:


O Capitão Luznik havia entrado no dia antes para estudar os mapas , certificar-se que haviam mantimentos suficientes na taberna , planear a rota. Estivera também a ler a correspondência do Ilustre Capitão do Porto de Lamego Dom Francisco56 a quem havia solicitado autorização para entrar no seu Porto por volta do dia 21. A Vontade de rumar a Lamego era grande e as palavras de hospitalidade do parte do capitão ainda aumentavam mais o desejo de partir.

Era um sonho tornado realidade , aquela embarcação causava grande alegria no espírito do capitão Luznik, à luz das velas já no entardecer do dia 16 , o Capitão inicia o Diário de Bordo com uma dedicatória a Ninfa do Tejo ( Tágide ) a quem baptizou de Devushka ( Dama )

Devushka Tágide Minha
Onde embarca o meu Sonhar
Leva-me no vento à tardinha
Faz-me perder no alto mar

De seguida percorrendo o Convés por baixo da Grande Traquete dá entrada na Taberna que resolve chamar de "Recanto". Certifica-se que tem os mantimentos necessários para a viajem e em seguida deixa escrito na Porta uma Oração:

Sentado Num canto, do Recanto
Da ágil mui formosa Tágide
Devushka do Olimpo e do Encanto
Que Hefesto tornou nosso Égide


Ventos, Tormentas por quanto
Em tempestades tudo coincide
Não despertam o nosso Pranto
Por Jah que o Destino Decide
Supliquemos ao nosso Santo
E a Esbelta Nau não Colide


Por Luznik para o JL

Viagem pelo norte da Europa  

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Saímos de Lisboa numa aventura pela Europa, entre tempestades e calmarias chegamos ao nosso destino, a bela cidade de Dover na Inglaterra. Ainda que o barco tivesse atracado, o nosso capitão não nos deixou descer, afim de ganharmos algum tempo e para que pudéssemos demorar mais tempo em terras francesas , porém fomos muitíssimo bem recebidos pelas pessoas que se encontravam no cais.
Decidimos rumar até a França em busca de tapeçarias e alguma novidade, que, por ventura, pudéssemos trazer.
Pedimos para desembarcar, contudo a burocracia foi imensa, nosso capitão escreveu a 3 capitães de porto e apenas um respondeu. Conseguimos visto de 3 dias para ficar na �belle� cidade de Bertincourt, cidade de lago, muitíssimo organizada e com um bom mercado. Ao passear pelo mercado, a princípio achei estranho os nomes que davam aos peixes, porém, uma velha peixeira explicou-me que por aquelas terras se pescam várias qualidades de peixes, entre as quais podíamos ver raia, ruivo, arenque, etc...
Porém, tem uma coisa que deixa todo o turista triste, eu, particularmente, alem de triste, estou mesmo revoltada. Concordo que leis são leis e se existem temos que segui-las, mas algumas ultrapassam o limite. Pasmem mas em França você só pode ir as tavernas e falar Francês, caso viole a lei pode arcar com um processo nas costas e isso eles são super rígidos, outra coisa, comida só se pode comprar por unidade, ou seja, 1 pão,1 peixe,1 leite, etc.. Isso me deixa com um pensamento: que devemos mudar nossas leis o quanto antes e segui-las à risca, para ao menos fazer com que Francês seja obrigado a aprender a falar português, nada mais justo né?
Bem amigos, vou continuar na minha aventura e volto a qualquer momento.



Por Marih Beatrice Sagres para o JL

A Lenda de Alcobaça  

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Alcoa acabara de amanhar a pequena parcela de terra, que lhe coubera em herança. O Sol, numa fraqueza de agonia, desaparecia na linha do horizonte. E o rapaz, braços fortes de quem trabalha rosto sadio, foi com a pressa de um apaixonado até a pequena barraca onde vivia a jovem dos seus cuidados. Ao vê-la, o seu rosto iluminou-se, como se aquele sombrio ocaso fosse a mais linda manhã de Maio. Ela correu para ele. O rapaz acariciou-lhe os cabelos.
- Meu amor! Se este ano tiver sorte, em breve estaremos casados.
A rapariga encostou a cabeça no peito do noivo, murmurando enleada:
- Quem me der, meu querido, quem me dera! Tenho tanto medo do futuro.
Surpreendido, Alcoa obrigou-a a olhá-lo, levantando com uma das mãos o queixo bem recortado da sua linda noiva.
- Tens medo de quê? Não contas com os meus braços fortes, com o meu espírito de lutador? Estou habituado a amanhar a terra. Conheço todos os segredos da Natureza.
Ela sorriu-lhe.
- Eu sei, mas enquanto não me vir junto de ti , dentro da nossa casa... compreendes... vivo cheia de temor pelo que nos possa acontecer.
- Que hei-de dizer-te, Baça? Afasta esses pressentimentos! Ajude-me o tempo nas colheitas que estão para vir, e tu verás!
Deram as mãos com calor. Juras eternas voltaram a repetir-se. E o sol morria aos poucos, lá ao longe, enquanto os jovens trocavam um beijo de amor.
O tempo das colheitas estava próximo. Havia, porém, muita ansiedade no coração de todos os lavradores daquelas terras, para os lados de Leiria. E numa noite em que a ventania zunia lá fora, alguém bateu fortemente á porta da cabana do jovem Alcoa.
Assim que abriu a porta, uma rajada de vento entrou, quase o derrubando. Num impulso de coragem, Alcoa fechou a porta. Então, dentro da casa, o vento girou num rodopio e, de súbito, transformou-se numa figura estranha que sorria, fitando os olhos pasmados do jovem aldeão. Ouviu-se uma gargalhada e o desconhecido falou:
- Não te amedrontes, não venho fazer-te mal. Quero apenas propor-te um negócio. Se estiveres de acordo comigo, dar-te-ei a possibilidade de conseguires colheitas maravilhosas, e poderás casar ainda este ano, como é teu desejo.
Alcoa arregalou os olhos, num espanto sincero.
- Mas como sabe o senhor que eu estou para casar?
Outra risada, ainda mais insistente, deixou um frio na alma do jovem Alcoa. Mas já o visitante respondia:
- Eu sei tudo, meu rapaz... Eu sei tudo! E só pretendo uma troca, uma simples troca. Eu dou-te a garantia da melhor colheita de todos os tempos e tu assinas um documento no qual me concedes toda a tua terra. Estabeleces um pacto comigo, tu dás-me apenas a tua terra, que se tornará maior e melhor e eu dou-te a certeza de poderes casar e ser feliz. Com o rendimento da própria terra terás riqueza e poder. Serás mais forte que os ricos e mais temido que os poderosos.

Sugerido por Zdzlau_de para o Jornal de Leiria
Continua...
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Essa lenda faz parte do compêndio de Matheus Martins de Almeida e Miranda e já foi contada em praça pública pelo próprio.

CONCURSO  

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Miss e Mister Condado de Lisboa

Com este concurso o Conselho do Condado de Lisboa, em conjunto com a Associação Cultural de Lisboa (ACL), visa estimular a participação da população em actividades culturais, e auxiliar o condado na sua recuperação financeira.




VENHAM E PARTICIPEM

A Lenda do Lago Mágico de Leiria (PARTE 2)  

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 (continuação...)

Viram a princesa correr. Correu até mais não poder, e só parou quando chegou ao seu lugar preferido, o bonito vale que lhe servia de conselheiro. Aí ajoelhou-se e, pela primeira vez desde que recebera a notícia, chorou. Chorou toda a tristeza que lhe ia na alma. Chorou toda a dor calada durante os dias anteriores. Chorou toda a beleza perdida para sempre dentro de si. Chorou o amor que não viria mais a sentir. Chorou durante todo o dia e toda a noite. Chorou até adormecer exausta.

Nessa noite a princesa sonhou que o seu amado viera confortá-la. Que estava do outro lado do vale à sua espera. Acordou ainda antes do romper da aurora, convicta de que o seu sonho era real. Levantou-se e correu em frente, para atravessar o vale e encontrar aquele cujo regresso tanto desejava.

Ao correr sentiu os pés molhados, talvez pela humidade da manhã. Logo de seguida as pernas, os joelhos, o tronco. A princesa percebeu que onde antes estivera um vale havia agora um lago. Um lago nascido das suas lágrimas.

A princesa não deixou que isso a travasse, e nadou até à outra margem. Aí, exactamente onde sabia que o encontraria, viu o seu príncipe que jazia ferido no chão. Não estava morto, como por engano a tinham feito acreditar. Estava cansado, um pouco ferido, mas bem. O príncipe, ouvindo um ruído, acordou para ver à sua frente a mulher que amava, ainda molhada do lago que acabara de atravessar. Abraçaram-se ambos e prometeram nunca mais se deixar.

Os dois casaram, e reza a lenda que foram muito felizes, vivendo uma longa vida de paz e amor lado a lado. Servindo de exemplo de harmonia e bondade para todo o povo.

Quanto ao lago, continua ali, bonito, imponente, junto à cidade de Leiria. Os leirienses dizem-no mágico. É um símbolo de desejos realizados e de amores indestrutíveis. Sabem que ao banhar-se nas suas águas encontram uma magia inexplicável. Algo que lhes muda as vidas e que só poderia ter vindo de todo o amor e bondade da antiga princesa.

Ainda hoje os leirienses procuram o lago em momentos especiais. Às vezes para desabafar as suas mágoas, ou mesmo para que as suas lágrimas se juntem às da princesa. Outras vezes para pedirem que a pessoa amada regresse. Diz-se que ao banhar-se nas águas do lago uma pessoa encontra mais facilmente o amor da sua vida. E diz-se ainda que uma jura sincera de amor feita junto ao lago, resulta num amor que ninguém poderá quebrar.


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Esta história é uma recolha de Matheus Martins de Almeida e Miranda, baseada nas lendas de Leiria, contadas pelos habitantes. Foi inspirada pelas conversas com os locais, principalmente as Damas Vst e Sbcruglio, e é uma homenagem à cidade de Leiria.

Viagens de Beatrice  

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Hoje amigos, estamos em Chaves. Viemos até aqui porque na praça de Portugal encontramos um aviso do bom e velho Morpheu avisando que vinha de viagem ao sul. Então, nossa comitiva pensou? Porque não ir até Chaves e ver o que se passa por lá?

Chaves é um lugar muito agradável. Ficamos por algus dias para os banhos termais nas águas meneiríficas de Chaves. Recomendo que tomem suas roupas de banho e venham pra essa bela cidade onde os cidadãos estão sempre com seu humor úmido de alegria.

Aproveitem para conhecer a famosa Ponte do Trajano.

O Exército Real Português (ERP) - Por Necasboy  

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Suzy chega ao Quartel General de Coimbra para um entrevista, com o Comandante Interino Sr Necasboy Senhor de Mil Moinhos Barão de Nelas.

- Obrigado por me receber Sr, sei o quanto és ocupado, e por isso serei breve.


SUZY - Bem em primeiro lugar gostaria que o Sr explicasse o funcionamento do ERP, e que o eles estão fazendo efetivamente contra esses ataques que vem sofrendo as CP de diversas cidades?

NECASBOY - Para já, irei só falar na minha região, Coimbra, pois sou o Comandante Regional interino de Coimbra, sobre o Porto e Lisboa pouco sei...

Mas aqui em Coimbra, para já estou a enviar cartas para saber se todos estão a defender a sua vila e se têm dúvidas/sugestões. Contra os ataques estamos a fazer o que sempre fizemos vigias diárias às CP's, para isso precisamos de mais militares. E é nesse ponto que queria chegar, há poucos militares e por isso irei viajar com mais alguns excelentes militares em busca de reforços para nosso Exercito. Assim será mais seguro!


S - Outra questão esta como os Srs. fazem a seleção para os novos soldados?

N - A selecção feita é: ser nível 1, não ter cadastro e se possível
ter recomendação.


S - Como pode um soldado chegar às altas patentes?

N - Um soldado deve defender a sua pátria pela honra e patriotismo! Pelo amor à sua cidade, condado e ao seu Reino! Num exército precisa haver paixão pelo que se faz e não pelos cargos. Se for pelos cargos estaremos no sitio errado, mas respondendo à sua pergunta, é preciso cumprir certos requisitos, tais como:

- ter um X de força e carisma;
- Armamento que possui
- Nível
- Tempo de soldado, missões desempenhadas.


Isto para chegar às mais altas patentes não-oficiais, para se ser oficiais (Comandantes ou cargos mais elevados) é necessário ser de confiança e ser responsável de forma a desempenhar bem o seu papel!


S - O Sr não acha que quem dedica seu dia na defesa, deveria ter alguma recompensa?

N -A recompensa é pessoal, é o orgulho de defender sua vila, seu condado, seu reino. É a amizade que se cria a aventura e o próprio reconhecimento com que se fica! Um militar tem sempre uma óptima "reputação" junto à população porque esta reconhece o valor que este tem para a segurança de todos. E como disse, não se deve lá estar por sonhar com altas patentes, mas não nego que é sempre um orgulho e uma honra enorme ser promovido! É um momento marcante da nossa vida, quer militar quer pessoal! Para isso basta trabalho e empenho! É sempre um incentivo, novos objectivos a cumprir, novas etapas...

Aconselho todos a participarem activamente no ERP da vossa terra, especialmente nas vilas de: Leiria, Lamego e Viseu.

Mais uma vez, muito obrigado.